Paz galera!
Tudo bem?
Como todos já noticiaram que o Papa Bento XVI estará atualizando suas contas no Twitter, vamos lembrar um pouco do que ele mesmo disse sobre o Dia Mundial das Comunicações Sociais no ano passado?
Dominus Vobiscum
E você vai seguir o Papa ou não?
Tamo Junto!
@guilhermesxs
Tudo bem?
Como todos já noticiaram que o Papa Bento XVI estará atualizando suas contas no Twitter, vamos lembrar um pouco do que ele mesmo disse sobre o Dia Mundial das Comunicações Sociais no ano passado?
Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital
Queridos irmãos e irmãs!
Por ocasião do 45º Dia Mundial das Comunicações Sociais, desejo
partilhar algumas reflexões, motivadas por um fenómeno característico do nosso
tempo: a difusão da comunicação através da rede internet. Vai-se tornando
cada vez mais comum a convicção de que, tal como a revolução industrial produziu
uma mudança profunda na sociedade através das novidades inseridas no ciclo de
produção e na vida dos trabalhadores, também hoje a profunda transformação
operada no campo das comunicações guia o fluxo de grandes mudanças culturais e
sociais. As novas tecnologias estão a mudar não só o modo de comunicar, mas a
própria comunicação em si mesma, podendo-se afirmar que estamos perante uma
ampla transformação cultural. Com este modo de difundir informações e
conhecimentos, está a nascer uma nova maneira de aprender e pensar, com
oportunidades inéditas de estabelecer relações e de construir comunhão.
Aparecem em perspectiva metas até há pouco tempo impensáveis, que nos
deixam maravilhados com as possibilidades oferecidas pelos novos meios e, ao
mesmo tempo, impõem de modo cada vez mais premente uma reflexão séria acerca do
sentido da comunicação na era digital. Isto é particularmente evidente quando
nos confrontamos com as extraordinárias potencialidades da rede internet
e a complexidade das suas aplicações. Como qualquer outro fruto do engenho
humano, as novas tecnologias da comunicação pedem para ser postas ao serviço do
bem integral da pessoa e da humanidade inteira. Usadas sabiamente, podem
contribuir para satisfazer o desejo de sentido, verdade e unidade que permanece
a aspiração mais profunda do ser humano.
No mundo digital, transmitir informações significa com frequência
sempre maior inseri-las numa rede social, onde o conhecimento é partilhado no
âmbito de intercâmbios pessoais. A distinção clara entre o produtor e o
consumidor da informação aparece relativizada, pretendendo a comunicação ser não
só uma troca de dados, mas também e cada vez mais uma partilha. Esta dinâmica
contribuiu para uma renovada avaliação da comunicação, considerada primariamente
como diálogo, intercâmbio, solidariedade e criação de relações positivas. Por
outro lado, isto colide com alguns limites típicos da comunicação digital: a
parcialidade da interacção, a tendência a comunicar só algumas partes do próprio
mundo interior, o risco de cair numa espécie de construção da auto-imagem que
pode favorecer o narcisismo.
Sobretudo os jovens estão a viver esta mudança da comunicação, com
todas as ansiedades, as contradições e a criatividade própria de quantos se
abrem com entusiasmo e curiosidade às novas experiências da vida.
O envolvimento
cada vez maior no público areópago digital dos chamados social network,
leva a estabelecer novas formas de relação interpessoal, influi sobre a
percepção de si próprio e por conseguinte, inevitavelmente, coloca a questão não
só da justeza do próprio agir, mas também da autenticidade do próprio ser. A
presença nestes espaços virtuais pode ser o sinal de uma busca autêntica de
encontro pessoal com o outro, se se estiver atento para evitar os seus perigos,
como refugiar-se numa espécie de mundo paralelo ou expor-se excessivamente ao
mundo virtual. Na busca de partilha, de «amizades», confrontamo-nos com o
desafio de ser autênticos, fiéis a si mesmos, sem ceder à ilusão de construir
artificialmente o próprio «perfil» público.
As novas tecnologias permitem que as pessoas se encontrem para além dos
confins do espaço e das próprias culturas, inaugurando deste modo todo um novo
mundo de potenciais amizades. Esta é uma grande oportunidade, mas exige também
uma maior atenção e uma tomada de consciência quanto aos possíveis riscos. Quem
é o meu «próximo» neste novo mundo? Existe o perigo de estar menos presente a
quantos encontramos na nossa vida diária? Existe o risco de estarmos mais
distraídos, porque a nossa atenção é fragmentada e absorvida por um mundo
«diferente» daquele onde vivemos? Temos tempo para reflectir criticamente sobre
as nossas opções e alimentar relações humanas que sejam verdadeiramente
profundas e duradouras? É importante nunca esquecer que o contacto virtual não
pode nem deve substituir o contacto humano directo com as pessoas, em todos os
níveis da nossa vida.
Também na era digital, cada um vê-se confrontado com a necessidade de
ser pessoa autêntica e reflexiva. Aliás, as dinâmicas próprias dos social
network mostram que uma pessoa acaba sempre envolvida naquilo que comunica.
Quando as pessoas trocam informações, estão já a partilhar-se a si mesmas, a sua
visão do mundo, as suas esperanças, os seus ideais. Segue-se daqui que existe um
estilo cristão de presença também no mundo digital: traduz-se numa forma de
comunicação honesta e aberta, responsável e respeitadora do outro. Comunicar o
Evangelho através dos novos midia significa não só inserir conteúdos
declaradamente religiosos nas plataformas dos diversos meios, mas também
testemunhar com coerência, no próprio perfil digital e no modo de comunicar,
escolhas, preferências, juízos que sejam profundamente coerentes com o
Evangelho, mesmo quando não se fala explicitamente dele. Aliás, também no mundo
digital, não pode haver anúncio de uma mensagem sem um testemunho coerente por
parte de quem anuncia. Nos novos contextos e com as novas formas de expressão, o
cristão é chamado de novo a dar resposta a todo aquele que lhe perguntar a razão
da esperança que está nele (cf. 1 Pd 3, 15).
O compromisso por um testemunho do Evangelho na era digital exige que
todos estejam particularmente atentos aos aspectos desta mensagem que possam
desafiar algumas das lógicas típicas da web. Antes de tudo, devemos estar
cientes de que a verdade que procuramos partilhar não extrai o seu valor da sua
«popularidade» ou da quantidade de atenção que lhe é dada. Devemos esforçar-nos
mais em dá-la conhecer na sua integridade do que em torná-la aceitável, talvez
«mitigando-a». Deve tornar-se alimento quotidiano e não atracção de um momento.
A verdade do Evangelho não é algo que possa ser objecto de consumo ou de fruição
superficial, mas dom que requer uma resposta livre. Mesmo se proclamada no
espaço virtual da rede, aquela sempre exige ser encarnada no mundo real e
dirigida aos rostos concretos dos irmãos e irmãs com quem partilhamos a vida
diária. Por isso permanecem fundamentais as relações humanas directas na
transmissão da fé!
Em todo o caso, quero convidar os cristãos a unirem-se confiadamente e
com criatividade consciente e responsável na rede de relações que a era digital
tornou possível; e não simplesmente para satisfazer o desejo de estar presente,
mas porque esta rede tornou-se parte integrante da vida humana. A web
está a contribuir para o desenvolvimento de formas novas e mais complexas de
consciência intelectual e espiritual, de certeza compartilhada. Somos chamados a
anunciar, neste campo também, a nossa fé: que Cristo é Deus, o Salvador do homem
e da história, Aquele em quem todas as coisas alcançam a sua perfeição (cf.
Ef 1, 10). A proclamação do Evangelho requer uma forma respeitosa e discreta
de comunicação, que estimula o coração e move a consciência; uma forma que
recorda o estilo de Jesus ressuscitado quando Se fez companheiro no caminho dos
discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 13-35), que foram gradualmente conduzidos
à compreensão do mistério mediante a sua companhia, o diálogo com eles, o fazer
vir ao de cima com delicadeza o que havia no coração deles.
Em última análise, a verdade que é Cristo constitui a resposta plena e
autêntica àquele desejo humano de relação, comunhão e sentido que sobressai
inclusivamente na participação maciça nos vários social network. Os
crentes, testemunhando as suas convicções mais profundas, prestam uma preciosa
contribuição para que a web não se torne um instrumento que reduza as
pessoas a categorias, que procure manipulá-las emotivamente ou que permita aos
poderosos monopolizar a opinião alheia. Pelo contrário, os crentes encorajam
todos a manterem vivas as eternas questões do homem, que testemunham o seu
desejo de transcendência e o anseio por formas de vida autêntica, digna de ser
vivida. Precisamente esta tensão espiritual própria do ser humano é que está por
detrás da nossa sede de verdade e comunhão e nos estimula a comunicar com
integridade e honestidade.
Convido sobretudo os jovens a fazerem bom uso da sua presença no areópago digital. Renovo-lhes o convite para o encontro comigo na próxima Jornada Mundial da Juventude em Madrid, cuja preparação muito deve às vantagens das novas tecnologias. Para os agentes da comunicação, invoco de Deus, por intercessão do Patrono São Francisco de Sales, a capacidade de sempre desempenharem o seu trabalho com grande consciência e escrupulosa profissionalidade, enquanto a todos envio a minha Bênção Apostólica.
Vaticano, Festa de São Francisco de Sales, 24 de Janeiro de 2011.
BENEDICTUS PP. XVI
Dominus Vobiscum
Os tweets do Papa estarão em oito
idiomas: inglês, italiano, português, alemão, polonês, árabe, francês e
espanhol. No nosso idioma o usuário do Santo Padre é @pontifex_pt. Não
se descarta que no futuro outros idiomas sejam incluídos. Até o momento
da publicação desta notícia a conta do Papa em português já tinha quase 2
mil seguidores.
Em geral, os tweets do Papa serão publicados na quarta-feira, dia de suas habituais audiências gerais no Vaticano.
A Sala de Imprensa do Vaticano informou ainda que será possível enviar perguntas ao Papa sobre “a fé e a doutrina” da Igreja
até nos dia 12 de dezembro. As interrogantes podem ser enviadas em
qualquer dos 8 idiomas mencionados, utilizando o hashtag #askpontifex.
Destacamos para você alguns aspectos que consideramos importantes na nota informativa emitida sobre este lançamento:
“A presença do Papa no Twitter é uma expressão concreta de sua convicção de que a Igreja deve estar presente na arena digital. Esta iniciativa se compreende melhor no contexto de suas reflexões sobre a importância do espaço cultural que se abre ao estar presentes nas novas tecnologias.Esta presença pode ser vista como a ‘ponta do iceberg’ da presença da Igreja no mundo dos novos meios” e como um alento para “assegurar que a Boa Nova de Jesus Cristo e a doutrina da sua Igreja permeie o foro de intercâmbio e diálogo criado com os meios sociais”.
Logo depois de assegurar que os tweets do
Papa podem promover o diálogo também com os não crentes, o texto
recorda a mensagem de Bento XVI deste ano para a Jornada das
Comunicações Sociais:
“Uma reflexão mais profunda nos ajuda a descobrir as relações entre eventos que à primeira vista parecem desconectados, para avaliar, analisar as mensagens, o que torna possível compartilhar opiniões ponderadas e relevantes, gerando um autêntico corpo de conhecimento compartilhado.Por isso decidiu-se lançar a conta de Twitter do Papa com o formato de pergunta e resposta formal. Este lançamento é um indicador da importância que a Igreja busca escutar e é garantia de sua atual atenção às conversações, comentários e tendências que expressam espontânea e insistentemente as preocupações e esperanças das pessoas”.
![]() |
| Habemus Twitter! |
E você vai seguir o Papa ou não?
Tamo Junto!
@guilhermesxs






0 comentários:
Postar um comentário
Agradeço seu comentário!
Deus te abençoe!